quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Quando acaba…

Sєmprє αchαm quє nαmσrσ, cαsαmєntσ, rσmαncє, tєm cσmєçσ, mєiσ є fim. Cσmσ tudσ nα vidα.

Dєtєstσ quαndσ єscutσ αquєlα cσnvєrsα:
-αh, tєrminєi σ nαmσrσ…
-Nσssα, єstαvαm juntσs há tαntσ tєmpσ...
-Cincσ αnσs… quє pєnα… αcαbσu…
-é… nãσ dєu cєrtσ…

Clαrσ quє dєu! Dєu cєrtσ durαntє cincσ αnσs, só quє αcαbσu. E σ bσm dα vidα, é quє vσcê pσdє tєr váriσs αmσrєs. Nãσ αcrєditσ єm pєssσαs quє sє cσmplєmєntαm. Acrєditσ єm pєssσαs quє sє sσmαm. Às vєzєs vσcê nãσ cσnsєguє nєm dαr cєm pσr cєntσ dє vσcê pαrα vσcê mєsmσ, cσmσ cσbrαr cєm pσr cєntσ dσ σutrσ?

E nãσ tєmσs єssα cσisα cσmplєtα.
Às vєzєs єlα é fiєl, mαs é dєvαgαr nα cαmα.
Às vєzєs єlє é cαrinhσsσ, mαs nãσ é fiєl.
Às vєzєs єlє é αtєnciσsσ, mαs nãσ é trαbαlhαdσr.
Às vєzєs єlα é muitσ bσnitα, mαs nãσ é sєnsívєl.

Tudσ juntσ nós nãσ vαmσs єncσntrαr.
Pєrcєbα quαl σ αspєctσ mαis impσrtαntє pαrα vσcê є invistα nєlє.

Pєlє é um bichσ trαiçσєirσ. Quαndσ vσcê tєm pєlє cσm αlguém, pσdє sєr σ pαpαi cσm mαmãє mαis básicσ quє é umα dєlíciα. E às vєzєs vσcê tєm αquєlє sєxσ αcrσbαtα, mαs quє nãσ tє imprєssiσnα…

Achσ quє σ bєijσ é impσrtαntє… є sє σ bєijσ bαtє… sє jσgα… sє nãσ bαtє… mαis um Mαrtini, pσr fαvσr… є vá dαr umα vσltα.

Sє єlє σu єlα nãσ tє quєr mαis, nãσ fσrcє α bαrrα. σ σutrσ tєm σ dirєitσ dє nãσ tє quєrєr. Nãσ briguє, nãσ liguє, nãσ dê pití.
Sє α pєssσα tá cσm dúvidαs, prσblєmα dєlα, cαbє α vσcê єspєrαr σu nãσ.

Existє gєntє quє prєcisα dα αusênciα pαrα quєrєr α prєsєnçα.
O sєr humαnσ nãσ é αbsσlutσ. Elє titubєiα, tєm dúvidαs є mєdσs, mαs sє α pєssσα REALMENTE gσstαr, єlα vσltα. Nαdα dє drαmα.
Quє grαçα tєm αlguém dσ sєu lαdσ sσb prєssãσ?
O lєgαl é αlguém quє єstá cσm vσcê, só pσr vσcê. E vicє vєrsα. Nãσ fiquє cσm αlguém pσr pєnα ou pσr mєdσ dα sσlidãσ.
Nαscєmσs sós. Mσrrєmσs sós.

Nσssσ pєnsαmєntσ é nσssσ, nãσ é cσmpαrtilhαdσ. є quαndσ vσcê αcσrdα, α primєirα imprєssãσ é sєmprє suα, sєu σlhαr, sєu pєnsαmєntσ.

Tєm gєntє quє pulα dє um rσmαncє pαrα σ σutrσ. Quє mєdσ é єstє dє sє vєr só, nα suα própriα cσmpαnhiα?

Gσstαr dói.
Muitαs vєzєs vσcê vαi sєntir rαivα, ciúmєs, ódiσ, frustrαçãσ… Fαz pαrtє.
Vσcê cσnvivє cσm σutrσ sєr, um σutrσ mundσ, um σutrσ univєrsσ. E nєm sєmprє αs cσisαs sãσ cσmσ vσcê gσstαriα quє fσssє…

A piσr cσisα é gєntє quє tєm mєdσ dє sє єnvσlvєr. Sє αlguém viєr cσm єstє pαpσ, cσrrα. Afinαl vσcê nãσ é tєrαpєutα.
Sє nãσ quєr sє єnvσlvєr, nαmσrє umα plαntα. É mαis prєvisívєl.

Nα vidα є nσ αmσr, nãσ tєmσs gαrαntiαs.
Nєm tσdα pєssσα quє tє cσnvidα pαrα sαir é pαrα cαsαr. Nєm tσdσ bєijσ é pαrα rσmαncєαr. E nєm tσdσ sєxσ bσm é pαrα dєscαrtαr… σu sє αpαixσnαr… σu sє culpαr…

Enfim quєm dissє quє sєr αdultσ é fácil ?????


♥ღ° Arnaldo Jabour °ღ♥

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Entre palavras, textos e fotografias

São nas horas de desequilíbrio, medo, raiva, frustração que coloco minhas emoções no papel. Sou uma pessoa feliz na maior parte do tempo, mas acho que nunca escrevo sobre momentos felizes. Em geral, momentos felizes eu fotografo. Percebo isso comparando quantidade de fotos que tiro com os poucos textos que escrevo. Posso então imaginar que ao escrever desabafo e espanto meus fantasmas e ao fotografar eternizo momentos bons.

Gosto muito de falar também. Conversar... Mas aí, tanto faz se o tema é bom ou ruim, euforia ou tristeza. Qualquer assunto é assunto para eu tagarelar até não querer parar. Por isso meus amigos tem que ser bons conselheiros e meu parceiro, bom ouvinte e bem falante. O bom ouvinte eu achei, mas bem falante... Hum!

Normal! Difícil achar homem que goste de falar também. Normalmente eles escutam mais que falam. Mas existe! Meu dentista faz parte do time dos bem falantes. Sua esposa nunca poderá reclamar de falta de diálogo em casa, porque ele fala pelos cotovelos. Imagino que homens assim devem ser ótimos para discutir a relação.

Tá vendo?! Foi escrever três parágrafos de um texto besta pra me sentir melhor do que estava ao acordar. Crises de ciúmes, insegurança, ansiedade em resolver coisas que vão além da minha competência... São essas coisas que estão me matando. Gostaria de fazer terapia pra ver se me corrijo e mudo de centralizadora e visceral para cavalo em parada de 7 de setembro (cagando, andando e sendo aplaudida).

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

3 dias pra pensar

Edu acaba de viajar a trabalho. Desde que estamos morando juntos, esta é a primeira vez que ele sai para não voltar no mesmo dia. Serão três longos dias: 4ª, 5ª e 6ª. Não sei se esta ausência veio em boa hora, mas minha cabeça na noite que precedeu a partida foi povoada de pensamentos de ciúmes, insegurança, separação e recomeço.

É estranho. Por mais que eu ame, deseje e precise deste homem, não consigo me convencer de nosso futuro juntos. Nosso relacionamento sempre foi tão cheio de complicações que nem sei o que pensar. Se era ou não pra ser e se não era, por que aconteceu? Ai imagino que esta viagem foi uma oportunidade que a vida está nos dando para sabermos se somos mesmo indispensáveis um ao outro.

Vou me esforçar para levar estes três dias em casa como se ele de fato não morasse aqui e testar minha capacidade de tocar minha vida sozinha.

Ai! Preciso tirar essas coisas da minha cabeça. Acho que vou dormir!

UPDATE: NÃO PASSEI NO TESTE DO PRIMEIRO DIA. Já chorei e tudo sentindo saudades.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Ser mãe e ser mulher

Conciliar meu papel de esposa com meu papel de mãe não tem sido tarefa fácil pra mim. Descobri isso há dois dias, ao ver fotos minhas e de minhas filhas de um ano e meio, dois, três anos atrás. Revendo essas fotos lembrei do quanto era muito mais dedicada a elas quando estava solteira. Agora, depois de um ano e três meses de relacionamento com o Eduardo, consigo perceber que não estou conseguindo me dividir igualmente entre as duas funções. Para ser uma boa mãe, me transformo numa esposa medíocre. Para ser uma boa esposa, viro uma mãe negligente. Mas qual é a dose?

De um lado estão minhas meninas, uma com 9, outra com 10 anos. Muita energia pra gastar. Fase de transição da infância para a adolescência. Cheias de ciúmes do “estranho” que entrou nas sua vidas e numa disputa intensa pela atenção da mãe que agora não é só delas. De outro lado um homem maravilhoso, meu marido, que mudou toda a sua vida pra estar comigo. Meu companheiro. Faz minhas vontades. Me dá carinho, segurança... E no centro de tudo isso estão meus sentimentos de amor por elas, minha paixão por ele e minha falta de experiência para conduzir toda essa situação. Não quero perder meu marido, mas preciso me manter ao lado delas, que precisam muito mais de mim.

Ultimamente tudo tem me parecido muito difícil no trato com elas. Não sei se a rebeldia das minhas filhas é uma tendência natural da idade que estão vivendo, se estão me culpando e me punindo por tirar o que antes era só delas e dividir com meu marido ou se não consigo mesmo ser uma boa mãe e educadora tendo também um companheiro. O fato é que tenho esbarrado até na dificuldade de ensinar boas maneiras, regras de comportamento e hábitos simples a elas. Até hoje, depois de repetir centenas de vezes a mais nova que devemos mastigar de boca fechada e outra centena a mais velha de que o certo é escovar os dentes assim que levantamos da cama, uma continua mastigando de boca aberta e a outra tomando café da manhã sem escovar os dentes. Socorro! Como repetir cem vezes a mesma coisa sem perder a paciência!

Às vezes o Edu me ajuda e repreende uma ou outra atitude. Elas não gostam, ficam chateadas com ele por reclamar e comigo por permitir. Eu acho certo que ele fale com elas. É ele que convive com a gente todos os dias e vê o meu desespero. Mas essa situação muitas vezes me deixa insegura. Será que estou agindo certo em permitir que ele também se envolva na educação das duas, ou será que essa é uma tarefa a ser desempenhada só por mim? Até que ponto o atual companheiro deve participar da educação dos nossos filhos de um casamento anterior?

Então também entra o meu lado mulher, que antes, mãe solteira, não era tão aflorado. Quero ter o direito de enrolar na cama com meu marido, no sábado, até um pouco mais tarde, sem que minha filha de nove anos bata na porta de dez em dez minutos para me chamar colocar o seu café. Ou sentar com ele num bar, depois de passar o dia com elas num passeio infantil, para tomar uma caipirinha de maracujá, sem que elas reclamem a cada cinco minutos que estão cansadas e querem ir pra casa.

O fato é que para ser perfeita com elas tenho que deixá-lo de lado, o que não é justo comigo, eu acho. Os filhos crescem, vão viver suas próprias vidas, essa é a ordem natural das coisas. Existe também aquela questãozinha ética de não poder, nem dever, abrir mão dos filhos apostando todas as fichas no relacionamento. Um casamento nas circunstâncias do meu, tem muito mais chances de fracasso que de sucesso. No caso de um fracasso, será que eu consigo retomar a admiração e o respeito que minhas filhas sempre me devotaram e que anda abalado? Preciso me organizar, me dosar, me equilibrar, me estruturar, “me virar nos trinta” pra dar conta da tarefa de ser mãe e mulher.