Demorou, mas chegou o dia da sua audiência! Estou ansiosa, confusa, preocupada... Um monte de sentimentos diferentes. Quero muito que você se divorcie, sempre quis. Batalhei muito por isso e agora falta muito pouco.
Eu sei que você também deve se sentir confuso, afinal, é um passo definitivo: Cortar um laço com alguém com quem compartilhamos tanto da nossa vida... E pra você que casou “direitinho”, juiz, igreja, festa... Romper com tudo isso não deve ser mole.
Eu passei por situação parecida quando me separei. Ele não queria, mas eu não agüentava mais aquela vida sem amor. E quando só um quer chutar o balde o outro faz de tudo pra impedir. Sempre quem leva o chute se sente prejudicado e não exita em nos “furar os olhos”.
Se servir de conforto, te digo: Vai firme, tudo passa! Neste momento ela vai fazer de tudo pra te atingir, vai cutucar seus pontos mais fracos. Vai usar seu filho, seu dinheiro, sua família, seu brio, sua moral... Vai tentar de todas as formas fazer com que você se arrependa de te-La deixado. E em alguns momentos você vai até se arrepender, faz parte do processo. Leva algum tempo até que as coisas se arrangem e entrem nos eixos. Mas temos o tempo a nosso favor. O melhor remédio pra todas as dores, o fabuloso tempo.
Com o tempo ela se conforma;
Com o tempo ela te esquece;
Com o tempo as pessoas aceitam;
Com o tempo seu filho cresce;
Com o tempo nos acertamos;
Com o tempo vai parecer que não doeu nada;
Com o tempo você verá que fez o que tinha que ser feito;
Com o tempo você vai ter certeza que fez a escolha certa.
Amo você!!!
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quarta-feira, 14 de outubro de 2009
domingo, 6 de setembro de 2009
Eu não tenho coragem de te dizer, então quero que você leia
Eu não quero mais continuar com isto. Sei que fiz você chegar longe demais, mas ainda há tempo para reparar nossos erros.
Eu sempre soube que não agüentaria a pressão. É coisa demais pra minha cabeça de menina mimada e egocêntrica.
Quando te conheci você era perfeitamente possível. Era mal casado, insatisfeito, inseguro, tímido... Seria muito fácil pra mim envolver você. E eu me apaixonei por você no segundo encontro.
Quando veio a notícia que sua mulher estaria grávida, pirei! Eu sabia tudo o que sucederia dali pra frente. Tirar da sua vida uma mulher feia, gorda, sem graça, e péssima de cama seria moleza pra mim, mas uma mulher, embora com todos esses defeitos, que cria um laço tão forte quanto um filho, dessa a gente nunca consegue se livrar.
Você lembra como você lutou por acreditar neste relacionamento né? Todas as vezes que tentei terminar e você não aceitou por me amar demais. Todas as vezes que te expulsei e você insistiu em ficar achando que poderíamos dar certo.
Mas já se passaram dois anos, e pode parecer pouco tempo, mas é uma eternidade para quem vive intensamente como eu. Dois anos se passaram e não criamos raízes. Não abrimos uma conta conjunta, não temos o mesmo cartão de crédito, não compramos um apartamento, não fizemos um filho... Nem sua dependente no plano de saúde eu sou. Não fizemos nada que fundamente nosso relacionamento. É por isso que ele é tão frágil!
Não fosse pelos momentos, pelas fotos, poderíamos sair um da vida do outro como se nunca tivéssemos nos conhecido. E é isso que vai acabar acontecendo.
Esse último acontecimento pode parecer um exagero aos seus olhos, mas toda vez que sei que você esteve com ela, reforça em mim o sentimento de que você sempre deu a ela muito mais do que eu tenho. E pode demorar muito tempo até isso tudo mudar. Se mudar.
Tenho perdido o tesão em construir coisas com você. Você sabe que eu quero as coisas na hora e do jeito que eu quero. Não pode ser pra depois, não pode ser diferente. E sou rancorosa. Não quero mais a droga do plano de saúde. Desisiti do filho. Nem pensar mais em casamento! E você é um homem maravilhoso... E eu sou cheia de defeitos... Então eu constato que , como sua mãe falou, “não sou mulher pra você”. Esse também é outro fator decisivo pra eu não querer mais insistir nisso. Eu nunca vou superar a humilhação que sua mãe me fez passar. Nunca!
É constrangedor te dizer isto, mas nunca odiei tanto uma pessoa como odeio sua mãe. E isso conta muito na nossa vida. A gente não tem uma família do nosso lado, não tem aliados. O que nós temos, Eduardo?
Na sexta, quando você me disse a data da audiência, apesar de ter lutado tanto por isso não fiquei feliz, fiquei assustada. A sua resposta quando eu perguntei se a notícia era boa ou ruim: “Eu acho que é boa” ou “Pode ser boa”, não me lembro bem, deixou parecer que você ainda não está certo do que quer. E eu acho mesmo que, até o dia 14 de outubro, você deve pensar bem mais no assunto agora.
Durante todo esse ano, todas as vezes que a gente tem brigado, apesar de não falar nada, tenho pensado muito em voltar pra casa. Não posso fazer nada no período das aulas para não prejudicar as meninas, mas em três meses chegam as férias e queria a sua ajuda pra fazer a mudança, resolver as coisas com a imobiliária e tudo mais.
Já pensei muito a respeito e não tenho dúvidas de que é a melhor coisa que temos pra fazer. Eu estou em casa, devo sair um pouco apenas pra olhar o consultório. Se você chegar e eu estiver aqui, evite falar comigo. Me deixe no meu momento. Quero chorar tudo o que tenho pra chorar antes das crianças voltarem pra casa. Não quero deixa-las preocupadas. Vamos tentar evitar mais sofrimento pra todos nós. Vamos fazer as coisas com a cabeça fresca. Espero contar com a sua ajuda.
Eu sempre soube que não agüentaria a pressão. É coisa demais pra minha cabeça de menina mimada e egocêntrica.
Quando te conheci você era perfeitamente possível. Era mal casado, insatisfeito, inseguro, tímido... Seria muito fácil pra mim envolver você. E eu me apaixonei por você no segundo encontro.
Quando veio a notícia que sua mulher estaria grávida, pirei! Eu sabia tudo o que sucederia dali pra frente. Tirar da sua vida uma mulher feia, gorda, sem graça, e péssima de cama seria moleza pra mim, mas uma mulher, embora com todos esses defeitos, que cria um laço tão forte quanto um filho, dessa a gente nunca consegue se livrar.
Você lembra como você lutou por acreditar neste relacionamento né? Todas as vezes que tentei terminar e você não aceitou por me amar demais. Todas as vezes que te expulsei e você insistiu em ficar achando que poderíamos dar certo.
Mas já se passaram dois anos, e pode parecer pouco tempo, mas é uma eternidade para quem vive intensamente como eu. Dois anos se passaram e não criamos raízes. Não abrimos uma conta conjunta, não temos o mesmo cartão de crédito, não compramos um apartamento, não fizemos um filho... Nem sua dependente no plano de saúde eu sou. Não fizemos nada que fundamente nosso relacionamento. É por isso que ele é tão frágil!
Não fosse pelos momentos, pelas fotos, poderíamos sair um da vida do outro como se nunca tivéssemos nos conhecido. E é isso que vai acabar acontecendo.
Esse último acontecimento pode parecer um exagero aos seus olhos, mas toda vez que sei que você esteve com ela, reforça em mim o sentimento de que você sempre deu a ela muito mais do que eu tenho. E pode demorar muito tempo até isso tudo mudar. Se mudar.
Tenho perdido o tesão em construir coisas com você. Você sabe que eu quero as coisas na hora e do jeito que eu quero. Não pode ser pra depois, não pode ser diferente. E sou rancorosa. Não quero mais a droga do plano de saúde. Desisiti do filho. Nem pensar mais em casamento! E você é um homem maravilhoso... E eu sou cheia de defeitos... Então eu constato que , como sua mãe falou, “não sou mulher pra você”. Esse também é outro fator decisivo pra eu não querer mais insistir nisso. Eu nunca vou superar a humilhação que sua mãe me fez passar. Nunca!
É constrangedor te dizer isto, mas nunca odiei tanto uma pessoa como odeio sua mãe. E isso conta muito na nossa vida. A gente não tem uma família do nosso lado, não tem aliados. O que nós temos, Eduardo?
Na sexta, quando você me disse a data da audiência, apesar de ter lutado tanto por isso não fiquei feliz, fiquei assustada. A sua resposta quando eu perguntei se a notícia era boa ou ruim: “Eu acho que é boa” ou “Pode ser boa”, não me lembro bem, deixou parecer que você ainda não está certo do que quer. E eu acho mesmo que, até o dia 14 de outubro, você deve pensar bem mais no assunto agora.
Durante todo esse ano, todas as vezes que a gente tem brigado, apesar de não falar nada, tenho pensado muito em voltar pra casa. Não posso fazer nada no período das aulas para não prejudicar as meninas, mas em três meses chegam as férias e queria a sua ajuda pra fazer a mudança, resolver as coisas com a imobiliária e tudo mais.
Já pensei muito a respeito e não tenho dúvidas de que é a melhor coisa que temos pra fazer. Eu estou em casa, devo sair um pouco apenas pra olhar o consultório. Se você chegar e eu estiver aqui, evite falar comigo. Me deixe no meu momento. Quero chorar tudo o que tenho pra chorar antes das crianças voltarem pra casa. Não quero deixa-las preocupadas. Vamos tentar evitar mais sofrimento pra todos nós. Vamos fazer as coisas com a cabeça fresca. Espero contar com a sua ajuda.
segunda-feira, 15 de junho de 2009
A falta de tempo tem sido minha maior companheira.
É tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo, e eu me desdobrando pra dar conta de tudo.
Palloma estreou no teatro. Vai ficar o mês de junho inteiro em cartaz lá no Polo Cine e Vídeo. E eu, como boa mãe que sou, centralizadora, fã de carteirinha e super protetora, fico pra lá e pra cá com ela. Levo no ensaio, busco no ensaio, cuido do figurino, faço a maquiagem, levo na apresentação, assisto, fotografo, dou meus toques... A estréia foi engraçadíssima porque eu estava mais aflita que ela. E eu babei com minha princesa no palco, chorei e tudo!
Ah, ainda não contei, mas agora sou sócia em um consultório de estética. Encontrei uma pessoa, que a princípio parece ser bem bacana e resolvemos juntar os diplomas. Eu queria mesmo agregar serviços ao meu trabalho e expandir meu leque de clientes para atender um publico mais feminino. Então agora, além das terapias para relaxamento, também estou atendendo com tratamentos para redução de medidas, celulite e flacidez. Minha sócia se concentra mais na parte de tratamentos faciais e rejuvenescimento.
Mas to ligada que sociedade é meio como um casamento, difícil! Aposto que até mais difícil, porque quando se envolve dinheiro a coisa complica. Mas, como ainda estamos nos conhecendo, tá tudo sossegado. Estamos naquela fase gostosa de trocar as coisas de lugar, bolar anúncios, reformar as salas... Quando chega uma nova pessoa, no caso eu, chega sangue novo e uma nova maneira de olhar o negócio. Essa sociedade foi uma ótima oportunidade pra nós duas. Papai do céu vai abençoar, tenho certeza!
E meu casamento? Ah, meu casamento não pode faltar nesta história. A gente continua brigando como cão e gato. Uma hora sou eu, outra hora ele... A gente não pode ficar muito tempo em paz. Tem que arrumar motivo pra brigar. Nas ultimas semanas a gente brigou por ciúmes, por fofoca, por provocação... O bom disso tudo é que quando a gente faz as pazes fica uma delícia! A gente dorme agarradinho, namora a noite toda, troca mil SMSs e emails. E o principal, vê que um não vive sem o outro.
Eu não gosto de brigar, juro! Não gosto porque sou irônica, sou debochada e não tenho pena de magoar. Se for pra brigar mesmo eu pego pesado e aí já viu! Machucar quem a gente ama é um grande erro, então evito. Da última vez eu vi que a coisa ia ficar feia, saí saindo, deixei ele falando sozinho, peguei meu carro e fui dar uma volta. Visitei uma amiga, tomei umas cervejas, joguei conversa fora... Foi a melhor coisa que fiz! Quando cheguei ele também já tinha esfriado a cabeça e não tinha mais conversa pra jogar fora. Foi uma ótima estratégia!
Mas apesar das brigas, a coisa mudou. Hoje, momento nenhum penso em chutar o balde. Tenho certeza que meu marido é o homem da minha vida e que vamos morrer juntos. Velhos, safados e apaixonados. Se tudo correr no prazo que imaginamos, ano que vem estaremos nos casando e planejando nosso próximo baby. Meus sonhos são muito “mulherzinha” mesmo! Vai ser uma loucura ser mãe novamente depois de duas filhas quase adolescentes, mas não escapo desta. Meu instinto maternal é muito aflorado e ter um bebezinho é uma idéia que muito me seduz. Enquanto isso, vou me dedicar muito ao trabalho pra viver uma gravidez e uma maternidade bem sossegada.
Sábia maturidade! Sábios 35 anos! Sinto saudades dos 20, mas esta tem sido a melhor fase da minha vida. Sem atropelos. Sem carroça na frente de boi. Sem pagar tanto pra ver. Se jogar de cabeça em tudo tem seu charme, mas planejar a vida tem um sabor tão doce...
Palloma estreou no teatro. Vai ficar o mês de junho inteiro em cartaz lá no Polo Cine e Vídeo. E eu, como boa mãe que sou, centralizadora, fã de carteirinha e super protetora, fico pra lá e pra cá com ela. Levo no ensaio, busco no ensaio, cuido do figurino, faço a maquiagem, levo na apresentação, assisto, fotografo, dou meus toques... A estréia foi engraçadíssima porque eu estava mais aflita que ela. E eu babei com minha princesa no palco, chorei e tudo!
Ah, ainda não contei, mas agora sou sócia em um consultório de estética. Encontrei uma pessoa, que a princípio parece ser bem bacana e resolvemos juntar os diplomas. Eu queria mesmo agregar serviços ao meu trabalho e expandir meu leque de clientes para atender um publico mais feminino. Então agora, além das terapias para relaxamento, também estou atendendo com tratamentos para redução de medidas, celulite e flacidez. Minha sócia se concentra mais na parte de tratamentos faciais e rejuvenescimento.
Mas to ligada que sociedade é meio como um casamento, difícil! Aposto que até mais difícil, porque quando se envolve dinheiro a coisa complica. Mas, como ainda estamos nos conhecendo, tá tudo sossegado. Estamos naquela fase gostosa de trocar as coisas de lugar, bolar anúncios, reformar as salas... Quando chega uma nova pessoa, no caso eu, chega sangue novo e uma nova maneira de olhar o negócio. Essa sociedade foi uma ótima oportunidade pra nós duas. Papai do céu vai abençoar, tenho certeza!
E meu casamento? Ah, meu casamento não pode faltar nesta história. A gente continua brigando como cão e gato. Uma hora sou eu, outra hora ele... A gente não pode ficar muito tempo em paz. Tem que arrumar motivo pra brigar. Nas ultimas semanas a gente brigou por ciúmes, por fofoca, por provocação... O bom disso tudo é que quando a gente faz as pazes fica uma delícia! A gente dorme agarradinho, namora a noite toda, troca mil SMSs e emails. E o principal, vê que um não vive sem o outro.
Eu não gosto de brigar, juro! Não gosto porque sou irônica, sou debochada e não tenho pena de magoar. Se for pra brigar mesmo eu pego pesado e aí já viu! Machucar quem a gente ama é um grande erro, então evito. Da última vez eu vi que a coisa ia ficar feia, saí saindo, deixei ele falando sozinho, peguei meu carro e fui dar uma volta. Visitei uma amiga, tomei umas cervejas, joguei conversa fora... Foi a melhor coisa que fiz! Quando cheguei ele também já tinha esfriado a cabeça e não tinha mais conversa pra jogar fora. Foi uma ótima estratégia!
Mas apesar das brigas, a coisa mudou. Hoje, momento nenhum penso em chutar o balde. Tenho certeza que meu marido é o homem da minha vida e que vamos morrer juntos. Velhos, safados e apaixonados. Se tudo correr no prazo que imaginamos, ano que vem estaremos nos casando e planejando nosso próximo baby. Meus sonhos são muito “mulherzinha” mesmo! Vai ser uma loucura ser mãe novamente depois de duas filhas quase adolescentes, mas não escapo desta. Meu instinto maternal é muito aflorado e ter um bebezinho é uma idéia que muito me seduz. Enquanto isso, vou me dedicar muito ao trabalho pra viver uma gravidez e uma maternidade bem sossegada.
Sábia maturidade! Sábios 35 anos! Sinto saudades dos 20, mas esta tem sido a melhor fase da minha vida. Sem atropelos. Sem carroça na frente de boi. Sem pagar tanto pra ver. Se jogar de cabeça em tudo tem seu charme, mas planejar a vida tem um sabor tão doce...
quinta-feira, 21 de maio de 2009
Pra mimar a mulher
Sou muito mimada pelo meu marido, que diga-se de passagem, é um fofo. Sempre me dá presentes, e eu A-DO-RO, claro! Bom, não é de graça que ele faz isso. Como somos um casal moderno, temos um pacto pré-nupcial, que diz, entre outras coisas, que ele deve me presentear uma vez por semana. Pode ser um mimo, pode ser uma prenda... Mas há que ser de bom grado, e ele faz.Ontem combinamos de nos encontrar lá na C&C, depois que eu saísse do trabalho, pra comprar algumas coisinhas que ainda faltavam para meu novo consultório. Ele lindo, porém sem meu cavanhaque gostoso, me esperava com um pacotinho de trufas e um cartão de felicitações. De quebra ainda me trouxe sua metade de um bombom de pimenta. É que na segunda feira, no CQC, mostraram o quão românico era dividir um bombom com sua amada. Parece um gesto bobo, mas foi lindo!
Pesquisamos os preços de alguns ítens, e como mulher econômica que sou, não comprei nada além do espelho no Rei dos Quadros, pois imaginava que em nenhum outro lugar na Barra da Tijuca encontraria preço melhor. De fato, hoje quando fomos a Etna, os espelhos similares giravam em torno dos R$120, enquanto pagamos R$80. Boa compra!
Mas voltando aos presentes: Semana passada, ao sairmos de um aniversário de um coleguinha das minhas filhas, que aconteceu numa pizzaria num shopping aqui perto, vi um macacão de ginástica lindíssimo na vitrine. Macacão tipo tchutchuca, sabe? Pois é, foi só comentar que o macacão era o máximo e ontem mesmo ele estava embrulhadinho em cima da cama. Ai, marido... Só você!
quinta-feira, 7 de maio de 2009
Te Amo Marido!!!
E eu juro que sabia, desde aquele primeiro momento, que você seria especial. Seus olhos me disseram isso quando cruzaram meu pára-brisa.
A química do amor é engraçada! As pessoas se acham, se conhecem e a cada dia que passa querem estar mais juntas, mais agarradas. Vê como a gente dorme grudado? Um cheirando o cheiro da respiração do outro? Isso é amor!
E quando a gente passa um dia brigados, fazendo birra igual criança, mas no fundo, no fundo, o coração se roendo de vontade de ir lá e pedir desculpas, dar um abraço, um beijo... Isso é amor!
E quando a gente sonha os mesmos sonhos? Engraçado isso porque a gente é tão diferente. Como é que pessoas diferentes podem querer as mesmas coisas? Com certeza é amor!
Também tem aquela coisa do só vou se você for. De querer compartilhar experiências. Da preocupação em agradar o outro. É amor dos grandes!
Sabemos o quanto é difícil manter a chama do amor. E mais difícil ainda é amar e ser amado na mesma intensidade. Mas tenho certeza que apesar de tudo, de todos, a gente vai conseguir. É a história do “o que não mata, fortalece!”
Uma pena que existam os práticos, aqueles que não consideram tanto esse negócio de paixão. Eu, uma romântica inveterada e convicta, só consigo viver assim, apaixonada.
Todos os dias quando acordo e olho você dormindo,lindo do meu lado, meu primeiro desejo é te beijar e dar um doce “Bom dia, meu amor!” E durante todo o dia, não há momento em que eu não pense em você. E a noite? Delícia que é cozinharmos juntos. Logo eu, que odeio cozinhar! Mas com você até isso me dá prazer. Só não vou sair listando tudo o que eu gosto de fazer com você, pra não correr o risco de dizerem por aí que fico escrevendo “nossas intimidades” na net. Mas entenda como: “tudo o que faço estando do seu lado é especial.”
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Os justos pelos pecadores
Dia desses um cliente me disse que, entre os 35 e 45 anos, o poder estava nas mãos das mulheres. De fato, com 35 anos, estou vivendo uma fase maravilhosa na minha vida. Meu trabalho vai indo muito bem. Minha vida financeira equilibrada. Tenho me cuidado bastante e meu corpo está ótimo. Minhas filhas estão crescendo cheias de saúde, lindas e excelentes alunas. Meu casamento está amadurecendo e entrando nos eixos. E até minha cabeça, pasmem, está mais equilibrada. Ainda tenho algumas recaídas. Acho até que por causa da TPM e tal, mas na maior parte do tempo, tenho estado muito tranqüila.
Ontem me excedi num castigo à minha filha mais nova e estou amargamente arrependida. Me sentindo péssima por ter descontado nela um recalque meu. Eu tinha passado um dia ótimo, trabalhado bastante, cuidado das minhas tarefas habituais, tinha até trocado mensagens de amor com meu marido... Quer dizer, a noite prometia! Ah, e segundos antes de chegar em casa, lá pelas nove, pensei: “Puxa, há duas semanas eu e Edu não brigamos, surpreendente!“ Mas aí, parece que o capeta me ouviu e foi lá atentar o juízo do digníssimo.
Dá pra acreditar, que depois de dois anos juntos, ele foi desenterrar um ex de quem eu já me separei há cinco? “Porque você me disse que nunca tinha se interessado por homem de cavanhaque e eu achei um monte de fotos do seu ex de cavanhaque. ” Cavanhaque fino, cavanhaque grosso, blá, blá, blá...” Fala sério! Nem eu me lembrava que o sujeito usava cavanhaque! E foda-se o ex! Ex é Ex! Se fosse bom, não era Ex, poha! Eu até conheço gente que termina namoro, casamento e ainda fica pegando Ex, mas eu não. Pra mim acabou, acabou.
Daí que eu fiquei toda puta por ele ter remexido no meu passado e insinuar que eu teria pedido pra ele deixar a barba e o bigode crescerem pra relembrar do outro que falei: "Você vai se sentir melhor? Arranca a merda do cavanhaque!" Mas eu não quero que ele arranque não, porque achei que ele ficou lindo. Ficou com cara de macho! Aliás, meu marido melhorou muito depois que me conheceu. Tá malhando, perdeu a barriguinha, mais desenvolto, mais seguro, mais homem... Xí! Não sei se ele vai gostar de ler isso, mas como este é meu território, me dou o direito de falar o que penso. Quer dizer, escrever o que penso.
E o castigo? Pois é, calhou desse estresse rolar pouco antes do jantar. Eu tinha feito frango com cerveja e o Edu preparou as batatas rostie e a salada. Polyana, minha filha mais nova, tem uma maniazinha chata, coisa de criança, mas que me irrita profundamente, porque beira a falta de educação. Nem bem acabou de comer e já estava me pedindo mais comida. “Bota mais... Quero quatro batatas... Me dá mais frango.” -- “Não, Polyana! Você já comeu o suficiente.” -- “Mas eu quero mais frango. Ninguém mais vai comer.” E nessa de botar ou não botar mais comida, me emputeci e a fiz comer todo o frango que ainda tinha na panela. Eu achei que ela não fosse conseguir. Na verdade até esperava que ela fosse me pedir pra não fazê-la comer tanto. Que nada, ela comeu tudinho! E eu fiquei arrasada. Puta comigo, mais puta ainda com o Edu, por ter me chateado a ponto de me fazer perder o controle com ela.
Depois, na cama, ele ainda teve a audácia de querer ficar abraçadinho me fazendo cafuné, como se eu tivesse perdido o controle à toa, por nada. Faz favor, né? Mas agora tô me sentindo melhor. Já conversei com a Popô. Já malhei... Adoro malhar! Corri na esteira... Hoje a Diana, nossa faxineira, está aqui e não preciso fazer nada em casa, o que muito me alegra. Daqui a pouco tomo um banho gostoso, levo Popô na escola, pego Papá e vou almoçar com ela. É que toda quarta almoçamos juntas num restaurante perto da escola. E a vida continuaa..
Espero que este episódio não seja em vão. Que o castigo tenha servido pra Popô se comportar melhor nas refeições e que dá próxima vez eu desconte toda a minha raiva em quem, de fato, merece.
Até ! ;-)
Ontem me excedi num castigo à minha filha mais nova e estou amargamente arrependida. Me sentindo péssima por ter descontado nela um recalque meu. Eu tinha passado um dia ótimo, trabalhado bastante, cuidado das minhas tarefas habituais, tinha até trocado mensagens de amor com meu marido... Quer dizer, a noite prometia! Ah, e segundos antes de chegar em casa, lá pelas nove, pensei: “Puxa, há duas semanas eu e Edu não brigamos, surpreendente!“ Mas aí, parece que o capeta me ouviu e foi lá atentar o juízo do digníssimo.
Dá pra acreditar, que depois de dois anos juntos, ele foi desenterrar um ex de quem eu já me separei há cinco? “Porque você me disse que nunca tinha se interessado por homem de cavanhaque e eu achei um monte de fotos do seu ex de cavanhaque. ” Cavanhaque fino, cavanhaque grosso, blá, blá, blá...” Fala sério! Nem eu me lembrava que o sujeito usava cavanhaque! E foda-se o ex! Ex é Ex! Se fosse bom, não era Ex, poha! Eu até conheço gente que termina namoro, casamento e ainda fica pegando Ex, mas eu não. Pra mim acabou, acabou.
Daí que eu fiquei toda puta por ele ter remexido no meu passado e insinuar que eu teria pedido pra ele deixar a barba e o bigode crescerem pra relembrar do outro que falei: "Você vai se sentir melhor? Arranca a merda do cavanhaque!" Mas eu não quero que ele arranque não, porque achei que ele ficou lindo. Ficou com cara de macho! Aliás, meu marido melhorou muito depois que me conheceu. Tá malhando, perdeu a barriguinha, mais desenvolto, mais seguro, mais homem... Xí! Não sei se ele vai gostar de ler isso, mas como este é meu território, me dou o direito de falar o que penso. Quer dizer, escrever o que penso.
E o castigo? Pois é, calhou desse estresse rolar pouco antes do jantar. Eu tinha feito frango com cerveja e o Edu preparou as batatas rostie e a salada. Polyana, minha filha mais nova, tem uma maniazinha chata, coisa de criança, mas que me irrita profundamente, porque beira a falta de educação. Nem bem acabou de comer e já estava me pedindo mais comida. “Bota mais... Quero quatro batatas... Me dá mais frango.” -- “Não, Polyana! Você já comeu o suficiente.” -- “Mas eu quero mais frango. Ninguém mais vai comer.” E nessa de botar ou não botar mais comida, me emputeci e a fiz comer todo o frango que ainda tinha na panela. Eu achei que ela não fosse conseguir. Na verdade até esperava que ela fosse me pedir pra não fazê-la comer tanto. Que nada, ela comeu tudinho! E eu fiquei arrasada. Puta comigo, mais puta ainda com o Edu, por ter me chateado a ponto de me fazer perder o controle com ela.
Depois, na cama, ele ainda teve a audácia de querer ficar abraçadinho me fazendo cafuné, como se eu tivesse perdido o controle à toa, por nada. Faz favor, né? Mas agora tô me sentindo melhor. Já conversei com a Popô. Já malhei... Adoro malhar! Corri na esteira... Hoje a Diana, nossa faxineira, está aqui e não preciso fazer nada em casa, o que muito me alegra. Daqui a pouco tomo um banho gostoso, levo Popô na escola, pego Papá e vou almoçar com ela. É que toda quarta almoçamos juntas num restaurante perto da escola. E a vida continuaa..
Espero que este episódio não seja em vão. Que o castigo tenha servido pra Popô se comportar melhor nas refeições e que dá próxima vez eu desconte toda a minha raiva em quem, de fato, merece.
Até ! ;-)
quarta-feira, 8 de abril de 2009
Demorou, mas eu criei coragem...
Resolvi atestar nosso casamento!
Lembra quando nos sentamos em frente ao escrivão e eu amarelei? Pois é, já passaram três meses!
Durante esse tempo pensei e repensei muitas vezes naquela decisão. Assinar o papel ou não assinar?
Em termos práticos não muda muito, você sabe. Nossa união já está fundamentada e formalizada, apesar de nada estabilizada, mas isso é apenas um detalhe que acertaremos, não é?
Aí chega hoje, e eu resolvo voltar atrás. Porque? Por medo de tudo acabar na sexta feira? Claro que não! A gente sabe bem que quando um de nós quiser chutar o balde não vai ser uma folha de papel que vai impedir.
Naquela manhã de janeiro, assinar aquela declaração não passaria de mera formalidade, hoje não. Hoje ela tem um significado maior na minha cabeça, materializar nossa vida de casados. Enquanto não podemos ter a tão sonhada certidão de casamento, assinemos a de união estável e sejamos felizes, oras!
A gente merece isso, não é? Eu mereço!!! E como mereço!!!
Lembra quando nos sentamos em frente ao escrivão e eu amarelei? Pois é, já passaram três meses!
Durante esse tempo pensei e repensei muitas vezes naquela decisão. Assinar o papel ou não assinar?
Em termos práticos não muda muito, você sabe. Nossa união já está fundamentada e formalizada, apesar de nada estabilizada, mas isso é apenas um detalhe que acertaremos, não é?
Aí chega hoje, e eu resolvo voltar atrás. Porque? Por medo de tudo acabar na sexta feira? Claro que não! A gente sabe bem que quando um de nós quiser chutar o balde não vai ser uma folha de papel que vai impedir.
Naquela manhã de janeiro, assinar aquela declaração não passaria de mera formalidade, hoje não. Hoje ela tem um significado maior na minha cabeça, materializar nossa vida de casados. Enquanto não podemos ter a tão sonhada certidão de casamento, assinemos a de união estável e sejamos felizes, oras!
A gente merece isso, não é? Eu mereço!!! E como mereço!!!
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
Do jeito que somos
Qualquer hora dessas você vai achar que eu odeio você, mas eu te amo!
Eu te maltrato assim e te humilho às vezes, por que não consigo controlar essa paixão latente que sufoca e dói.
É moço, dói em mim também, pode acreditar.
Quando meu coração grita de desespero e medo, minha garganta não consegue segurar, aí eu grito junto. Aumento o tom quando lhe falo para monopolizar a sua atenção.
É que, na verdade, eu não faço questão de ser amada por ninguém, mas quando isso acontece... Quando alguém me ama como você... Aí eu enlouqueço! E não consigo conceber a idéia de perder um pedacinho que seja desse amor. Quero tudo pra mim. Quero você todo pra mim. Você consegue entender isso?
Eu posso até lhe parecer meio louca, por que digo coisas diferentes e até quero coisas diferentes a cada dia. Mas no fundo não sou louca. Sou apenas uma mulher que ama demais. Que deseja demais. Focada demais no homem que escolheu.
Não espere que eu pare de brigar, de desconfiar, de lhe cobrar explicações pra tudo. Não me queira ver morna pras coisas que lhe dizem respeito. Me aceite desse jeito estúpido mesmo. Me entenda até quando sua cabeça estiver prestes a dar um nó pensando: “O que mais essa mulher espera de mim?” Se não for possível, apenas observe e ouça.
Eu não vou mudar. No fundo convivo bem com a minha falta de definição. Meus medos e minhas dúvidas fazem parte da minha parte (ir)racional.
Eu topo seguir nossa vida do jeito que estamos. Entre idas e vindas, mesmo que eu me afaste um pouco, no final eu sempre volto pra você.
Eu te maltrato assim e te humilho às vezes, por que não consigo controlar essa paixão latente que sufoca e dói.
É moço, dói em mim também, pode acreditar.
Quando meu coração grita de desespero e medo, minha garganta não consegue segurar, aí eu grito junto. Aumento o tom quando lhe falo para monopolizar a sua atenção.
É que, na verdade, eu não faço questão de ser amada por ninguém, mas quando isso acontece... Quando alguém me ama como você... Aí eu enlouqueço! E não consigo conceber a idéia de perder um pedacinho que seja desse amor. Quero tudo pra mim. Quero você todo pra mim. Você consegue entender isso?
Eu posso até lhe parecer meio louca, por que digo coisas diferentes e até quero coisas diferentes a cada dia. Mas no fundo não sou louca. Sou apenas uma mulher que ama demais. Que deseja demais. Focada demais no homem que escolheu.
Não espere que eu pare de brigar, de desconfiar, de lhe cobrar explicações pra tudo. Não me queira ver morna pras coisas que lhe dizem respeito. Me aceite desse jeito estúpido mesmo. Me entenda até quando sua cabeça estiver prestes a dar um nó pensando: “O que mais essa mulher espera de mim?” Se não for possível, apenas observe e ouça.
Eu não vou mudar. No fundo convivo bem com a minha falta de definição. Meus medos e minhas dúvidas fazem parte da minha parte (ir)racional.
Eu topo seguir nossa vida do jeito que estamos. Entre idas e vindas, mesmo que eu me afaste um pouco, no final eu sempre volto pra você.
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
Ser mãe e ser mulher
Conciliar meu papel de esposa com meu papel de mãe não tem sido tarefa fácil pra mim. Descobri isso há dois dias, ao ver fotos minhas e de minhas filhas de um ano e meio, dois, três anos atrás. Revendo essas fotos lembrei do quanto era muito mais dedicada a elas quando estava solteira. Agora, depois de um ano e três meses de relacionamento com o Eduardo, consigo perceber que não estou conseguindo me dividir igualmente entre as duas funções. Para ser uma boa mãe, me transformo numa esposa medíocre. Para ser uma boa esposa, viro uma mãe negligente. Mas qual é a dose?
De um lado estão minhas meninas, uma com 9, outra com 10 anos. Muita energia pra gastar. Fase de transição da infância para a adolescência. Cheias de ciúmes do “estranho” que entrou nas sua vidas e numa disputa intensa pela atenção da mãe que agora não é só delas. De outro lado um homem maravilhoso, meu marido, que mudou toda a sua vida pra estar comigo. Meu companheiro. Faz minhas vontades. Me dá carinho, segurança... E no centro de tudo isso estão meus sentimentos de amor por elas, minha paixão por ele e minha falta de experiência para conduzir toda essa situação. Não quero perder meu marido, mas preciso me manter ao lado delas, que precisam muito mais de mim.
Ultimamente tudo tem me parecido muito difícil no trato com elas. Não sei se a rebeldia das minhas filhas é uma tendência natural da idade que estão vivendo, se estão me culpando e me punindo por tirar o que antes era só delas e dividir com meu marido ou se não consigo mesmo ser uma boa mãe e educadora tendo também um companheiro. O fato é que tenho esbarrado até na dificuldade de ensinar boas maneiras, regras de comportamento e hábitos simples a elas. Até hoje, depois de repetir centenas de vezes a mais nova que devemos mastigar de boca fechada e outra centena a mais velha de que o certo é escovar os dentes assim que levantamos da cama, uma continua mastigando de boca aberta e a outra tomando café da manhã sem escovar os dentes. Socorro! Como repetir cem vezes a mesma coisa sem perder a paciência!
Às vezes o Edu me ajuda e repreende uma ou outra atitude. Elas não gostam, ficam chateadas com ele por reclamar e comigo por permitir. Eu acho certo que ele fale com elas. É ele que convive com a gente todos os dias e vê o meu desespero. Mas essa situação muitas vezes me deixa insegura. Será que estou agindo certo em permitir que ele também se envolva na educação das duas, ou será que essa é uma tarefa a ser desempenhada só por mim? Até que ponto o atual companheiro deve participar da educação dos nossos filhos de um casamento anterior?
Então também entra o meu lado mulher, que antes, mãe solteira, não era tão aflorado. Quero ter o direito de enrolar na cama com meu marido, no sábado, até um pouco mais tarde, sem que minha filha de nove anos bata na porta de dez em dez minutos para me chamar colocar o seu café. Ou sentar com ele num bar, depois de passar o dia com elas num passeio infantil, para tomar uma caipirinha de maracujá, sem que elas reclamem a cada cinco minutos que estão cansadas e querem ir pra casa.
O fato é que para ser perfeita com elas tenho que deixá-lo de lado, o que não é justo comigo, eu acho. Os filhos crescem, vão viver suas próprias vidas, essa é a ordem natural das coisas. Existe também aquela questãozinha ética de não poder, nem dever, abrir mão dos filhos apostando todas as fichas no relacionamento. Um casamento nas circunstâncias do meu, tem muito mais chances de fracasso que de sucesso. No caso de um fracasso, será que eu consigo retomar a admiração e o respeito que minhas filhas sempre me devotaram e que anda abalado? Preciso me organizar, me dosar, me equilibrar, me estruturar, “me virar nos trinta” pra dar conta da tarefa de ser mãe e mulher.
De um lado estão minhas meninas, uma com 9, outra com 10 anos. Muita energia pra gastar. Fase de transição da infância para a adolescência. Cheias de ciúmes do “estranho” que entrou nas sua vidas e numa disputa intensa pela atenção da mãe que agora não é só delas. De outro lado um homem maravilhoso, meu marido, que mudou toda a sua vida pra estar comigo. Meu companheiro. Faz minhas vontades. Me dá carinho, segurança... E no centro de tudo isso estão meus sentimentos de amor por elas, minha paixão por ele e minha falta de experiência para conduzir toda essa situação. Não quero perder meu marido, mas preciso me manter ao lado delas, que precisam muito mais de mim.
Ultimamente tudo tem me parecido muito difícil no trato com elas. Não sei se a rebeldia das minhas filhas é uma tendência natural da idade que estão vivendo, se estão me culpando e me punindo por tirar o que antes era só delas e dividir com meu marido ou se não consigo mesmo ser uma boa mãe e educadora tendo também um companheiro. O fato é que tenho esbarrado até na dificuldade de ensinar boas maneiras, regras de comportamento e hábitos simples a elas. Até hoje, depois de repetir centenas de vezes a mais nova que devemos mastigar de boca fechada e outra centena a mais velha de que o certo é escovar os dentes assim que levantamos da cama, uma continua mastigando de boca aberta e a outra tomando café da manhã sem escovar os dentes. Socorro! Como repetir cem vezes a mesma coisa sem perder a paciência!
Às vezes o Edu me ajuda e repreende uma ou outra atitude. Elas não gostam, ficam chateadas com ele por reclamar e comigo por permitir. Eu acho certo que ele fale com elas. É ele que convive com a gente todos os dias e vê o meu desespero. Mas essa situação muitas vezes me deixa insegura. Será que estou agindo certo em permitir que ele também se envolva na educação das duas, ou será que essa é uma tarefa a ser desempenhada só por mim? Até que ponto o atual companheiro deve participar da educação dos nossos filhos de um casamento anterior?
Então também entra o meu lado mulher, que antes, mãe solteira, não era tão aflorado. Quero ter o direito de enrolar na cama com meu marido, no sábado, até um pouco mais tarde, sem que minha filha de nove anos bata na porta de dez em dez minutos para me chamar colocar o seu café. Ou sentar com ele num bar, depois de passar o dia com elas num passeio infantil, para tomar uma caipirinha de maracujá, sem que elas reclamem a cada cinco minutos que estão cansadas e querem ir pra casa.
O fato é que para ser perfeita com elas tenho que deixá-lo de lado, o que não é justo comigo, eu acho. Os filhos crescem, vão viver suas próprias vidas, essa é a ordem natural das coisas. Existe também aquela questãozinha ética de não poder, nem dever, abrir mão dos filhos apostando todas as fichas no relacionamento. Um casamento nas circunstâncias do meu, tem muito mais chances de fracasso que de sucesso. No caso de um fracasso, será que eu consigo retomar a admiração e o respeito que minhas filhas sempre me devotaram e que anda abalado? Preciso me organizar, me dosar, me equilibrar, me estruturar, “me virar nos trinta” pra dar conta da tarefa de ser mãe e mulher.
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